REA: o que li no repositório antes de testar

31 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Ainda não testei o REA. Capturei quatro vídeos e posts sobre ele em 13 de outubro, e a nota dele na minha base de conhecimento continua em avaliação. Em vez de repetir o que esses vídeos dizem, li o repositório, os guias de Windows e Ghidra e a cobertura da imprensa, e separei o que está escrito do que ainda preciso conferir.

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O que ele é

O REA (Reverse Engineer Anything) é um servidor MCP que liga um agente, como o Claude Code, a ferramentas de engenharia reversa. O README descreve o uso assim: o agente inspeciona um aplicativo sem o código-fonte, explica como uma funcionalidade funciona, mostra a evidência e escreve uma versão para o seu projeto. A análise roda na sua máquina, e o README avisa que o agente recebe os resultados, então o provedor do modelo aplica a política de dados dele a eles.

A instalação é um comando, npx rea-agents setup, que registra o servidor no agente e instala instruções de fluxo de trabalho. Exige Node.js 22 (a partir da 22.23.4), 24 (a partir da 24.22.1) ou 26 (a partir da 26.12.1), mais o npm.

O que ele não faz sozinho

Para binário nativo, o REA usa Hopper, Ghidra, IDA ou Kuna. O setup só instala o Hopper, e com aprovação; os outros o usuário já precisa ter. Hopper e IDA são comerciais, e no macOS o primeiro uso do Hopper pergunta se você quer o modo demo ou ativar a licença. O guia de Windows diz que o REA não instala nem atualiza o Ghidra nem o Java. O que o REA acrescenta é a camada que expõe esses motores ao agente, com os achados e a evidência de cada conclusão.

Segundo a InfoQ, usuários do Hacker News perguntam o que isso acrescenta a pedir ao agente que use o Ghidra diretamente. Eu não tenho resposta, porque não comparei as duas formas.

Os números, lidos em 31 de outubro

DadoValorOrigem
Estrelas415.774API do GitHub
Forks103.992API do GitHub
Repositório criado em14 de abril de 2026API do GitHub
LicençaMITAPI do GitHub
Pacote rea-agents no npmversão 6.8.0, de 25 de outubroregistro do npm
Versões publicadas34 desde 12 de julho, 14 delas em outubroregistro do npm

As estrelas mostram quanta gente olhou. O README diz que o REA muda rápido e que as versões novas trazem correções com frequência, e o histórico do npm confere: 14 versões em outubro. Quem testar hoje usa uma versão que não vai valer na semana que vem.

Os resultados de demonstração do repositório são do próprio projeto. O principal reconstrói uma função de som do DX-Ball e, segundo o README, passa 3.205 casos do código x86 original e reproduz os 63 bytes da função compilada. Eu não reproduzi esse resultado.

O que li sobre legado e Windows

O README e os três guias que li (Windows com Ghidra, análise nativa e DOS de 16 bits) não citam Delphi nem Pascal. Fiz a busca pelas duas palavras nos quatro arquivos e não achei nenhuma ocorrência.

O guia de Ghidra no Windows chama o suporte de experimental. Ele diz que o executável de 32 bits (PE x86) está no main do repositório e que as versões do npm até a 5.0.0 admitem só x86-64. O guia descreve o main, não a 6.8.0 que eu instalaria, então não sei se o meu caso já está no pacote.

Os testes de terceiros que achei também não cobrem esse caso. O tutorial da DataCamp usou o REA no jogo do dinossauro do Chrome, pelo caminho de JavaScript, e registra que o REA recusou páginas chrome://. A InfoQ cita demonstrações com Electron e com jogos antigos. Nenhum desses é um executável Delphi.

O README também limita o uso a pesquisa lícita, interoperabilidade, preservação e análise de software que você tem ou está autorizado a examinar. O exemplo da primeira tela, ver uma funcionalidade num aplicativo e construir uma versão no seu projeto, é o ponto que a InfoQ registra como preocupação de desenvolvedores independentes com cópia de jogos e aplicativos.

O teste que eu faria primeiro

O meu ERP tem código-fonte, então o caso do README não é o meu. O teste útil é outro: compilar um executável Delphi pequeno, em que eu já sei a resposta, pedir ao agente que ache uma rotina específica pelo REA e conferir o achado contra o código. Os critérios são três: se ele acha a rotina certa, se a evidência que mostra confere com o código, e quanto tempo e quantos tokens gasta. Só depois disso faria sentido apontar o REA para um binário sem fonte.

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